A última década para o Brasil foi marcada por sérios problemas nas áreas econömica e política. Ao avaliar o desempenho financeiro nacional, percebe-se uma satisfatória melhoria no processo de controle da inflação, com a implementação do regime de metas pelo Banco Central do Brasil, com o crescimento do PIB, das exportações e na geração de empregos. Paralelamente, o sistema político nacional vem demandando uma ampla reforma, pois representa uma classe em dissonäncia a dinämica empresarial e as demandas por crescimento sustentável.
Desde 1994, o país vem experimentando um período de estabilidade monetária, com a implementação do Plano Real, pelo então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso e a sua equipe de economistas advinda da PUC-Rio. Porém, nao basta um plano econömico para que o futuro da nação seja brilhante, sendo necessário muito trabalho, para a redução dos gastos públicos e na criação de um ambiente jurídico estável para a realização de novos investimentos via capital nacional ou internacional.
Ao avaliar a infraestrutura logística, os problemas são enormes, sendo as oportunidades similares. Ao esmiuçar o escoamento de produção nacional e o transporte de passageiros, percebe-se uma concentração absurda nas rodovias, incentivadas na década de 70 de forma errönea, ainda mais com as dimensões continentais do Brasil, com o desestímulo a movimentação ferroviária na época, gerando custos exorbitantes para as industrias e indivíduos. Logo, estimular as ferrovias, portos e aerportos, como princípio básico para ganhos por vantagem competitiva seria uma opção desejável.
Para os próximos anos, espera-se que a realização de investimentos em logistíca seja realizado via fundos privados, ou através das Parcerias Publico Privadas, como no caso dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, atraíndo recursos para a viabilidade dos Jogos Olimpicos, Copa do Mundo e na continuidade da vida urbana ao longo dos tempos.
Complementarmente aos investimentos nos modais de transportes, deve-se incrementar a capacidade industrial, relembrando que há alguns anos, produzia-se o AMX (avião militar para a Força Aérea Brasileira) pela Embraer, exportava-se minério e importava-se petróleo, enquanto hoje, a produção nacional de jatos executivos é de alta qualidade, aços de alto valor agregado são exportados para todo o mundo e a independëncia produtiva para derivados de petroleo foi alcançada, respectivamente.
Finalmente, pensar no Presal como a solução para todos os problemas é perigoso, pois existem inumeros casos de fracassos em concentração econömica, como a Bolivia, com seu baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), sendo mais interessante a continuidade do modelo atual do petróleo, centrado da distribuição de riquezas aos Estados produtores e o restante para a União.
Caberia ao Governo Federal, pensar em um planejamento integrado para o desenvolvimento econömico, político e de infraestrutura logistica como um todo, não somente para eventos esportivos, mas no longo prazo, com a integração regional, justificando o Brasil, como um país favorável para o desenvolvimento sustentável.
Por: Hugo Ferreira Braga Tadeu
Professor da Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho da Fundação João Pinheiro e Coordenador do Núcleo de Estudos em Operações